CREDITAS RECEBE APORTE DE FUNDO DO SANTANDER

Em mais um lance de aproximação entre os bancos tradicionais e as novas empresas de tecnologia financeira (fintechs), o Santander fechou um aporte de capital na Creditas, que concede crédito com garantia em imóveis e veículos. O investimento foi o primeiro realizado no país pelo InnoVentures, fundo de capital de risco do banco espanhol.

O valor do negócio e a avaliação da Creditas na operação não foram revelados, mas faz parte da rodada de investimento anunciada pela companhia em dezembro do ano passado. Com a entrada do Santander como minoritário, o aporte na companhia totalizou US$ 55 milhões (ou pouco menos de R$ 190 milhões, pelo câmbio atual). A rodada foi liderada pelo fundo sueco Vostok Emerging Finance.

O "namoro" com o InnoVentures começou há dois anos, segundo Sergio Furio, fundador e presidente da Creditas. "O investimento já estava previsto, mas por uma questão de tempo não foi possível sair quando anunciamos a rodada de aporte em dezembro", afirma.

Com uma carteira de crédito da ordem de R$ 300 milhões, a Creditas tem planos de triplicar a receita a cada ano pelos próximos anos. "As perspectivas nos primeiros meses deste ano estão melhores do que a gente previa", afirma. O financiamento com garantia em um bem foi a forma encontrada pela companhia para oferecer taxas menores do que as dos empréstimos bancários tradicionais, calcados principalmente em operações sem garantia.

Após o aporte de capital, a Creditas pretende ampliar as fontes de captação para expandir a concessão de crédito. A empresa já faz a cessão de financiamentos para fundos de recebíveis (FIDCs) e deve fechar a primeira operação de securitização de créditos em maio, segundo Furio.

O investimento do fundo do Santander tem uma conotação mais financeira que estratégica, segundo Furio. "Temos parcerias e estamos acelerando as conversas com outras instituições", diz o executivo, sem citar nomes. Ele afirma que o negócio, porém, estreita o relacionamento com o banco, o que pode trazer oportunidades conjuntas.

O movimento de aproximação dos bancos com as fintechs é mais um sinal da importância que essas novas empresas vêm ganhando no setor financeiro. O Santander alocou US$ 200 milhões no InnoVentures para investir na compra de participações em startups financeiras. "No nosso modelo de cobertura, buscamos nos aproximar de sistemas empreendedores nos principais mercados onde o banco atua", afirma Manuel Silva, sócio e diretor de investimento do InnoVentures.

Em quatro anos, o fundo fez 21 investimentos. O aporte na Creditas marca a entrada do fundo no Brasil, responsável por 26% do resultado global do Santander. "Acreditamos muito no potencial e no tamanho do mercado brasileiro", diz Silva.

O fundo busca retorno financeiro, mas também atua de forma estratégica para o banco. A Ripple, uma das empresas investidas pelo InnoVentures, criou um sistema de transferência internacional de moeda com base na tecnologia blockchain que acaba de ser adotado pelo Santander em vários países, inclusive no Brasil.

Fonte: Valor Econômico.

 

 

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