STARTSE, DE EDUCAÇÃO, CRIA ASSESSORIA PARA AQUISIÇÃO DE STARTUP

Criada como uma empresa de educação há três anos, a StartSe está estruturando uma plataforma de negociação de startups, com o objetivo de unir investidores e companhias tradicionais a novatas com projetos e tecnologias inovadoras em busca de um aporte de capital. Batizada de StartSe Deals, a nova divisão vai trabalhar como assessora nas duas pontas e também ajudar as empresas a criarem seus próprios programas de seleção de startups.

Já são mais de dez mandatos, de empresas como a distribuidora Ipiranga, a fabricante de alimentos M. Dias Branco e a siderúrgica Gerdau. Na ponta da oferta, a StartSe tem um banco de dados com mais de 9 mil startups brasileiras, cerca de 30% em fase de captação de recursos.

A companhia começou a atuar na organização de cursos sobre inovação, tecnologia e gestão de startups no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde abriu seu primeiro escritório. Hoje, está presente também na China, além de organizar cursos na Índia.

A entrada no segmento de assessoria a fusões e aquisições aconteceu por demanda - e quase por acaso. Alunos que participaram de seminários da StartSe no Vale do Silício conheceram, durante as apresentações, brasileiros que se mudaram para lá para tocar seus projetos de inovação - entre eles, a mineira Carolina Oliveira, fundadora da OneSkin, que desenvolve pesquisa para cosméticos de regeneração da pele. Depois de ver uma apresentação na StartSe, um deles resolveu virar investidor-anjo da OneSkin. "Começou a acontecer naturalmente; o que a gente fez agora foi estruturar melhor", diz Pedro Englert, presidente da StartSe.

Além da conexão natural entre investidores e empreendedores durante os cursos, a StartSe criou, há pouco mais de um ano, uma área para atendimento corporativo. O serviço é voltado a companhias de grande porte que querem manter um pé no Vale do Silício por meio da StartSe, sem ter que montar um escritório na região para se atualizar, ou buscam um mapeamento de segmentos específicos - como os de uso de material de impressões 3D para fabricantes de papel ou de novas tecnologias de reconhecimento facial para companhias de meios de pagamentos.

A StartSe também usa sua plataforma de contato com as startups para fazer a ponte com as empresas que já têm programas próprios e querem atrair as startups, como a petroquímica Braskem, com o Braskem Labs Challenge, ou a cooperativa Sicredi, com o Inovar Juntos.

A StartSe Deals funciona como uma butique financeira na assessoria às operações, mas pode vir a ter uma plataforma para negociação secundária de participações em startups e para investimento de pessoas físicas no segmento. Pela regulamentação criada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), isso se daria por meio de um sistema de financiamento coletivo conhecido como "equity crowdfunding".

Há outras iniciativas no mercado nesse sentido. A corretora de bitcoin Foxbit, por exemplo, também quer criar uma espécie de bolsa no Brasil voltada para o mercado secundário de títulos de startups e, por isso, investiu na plataforma de crowdfunding Kria.

"Apesar de crescer muito, o mercado de 'venture capital' ou startup ainda era muito pequeno no Brasil. Então, nosso caminho foi criar primeiro uma plataforma de cursos e eventos, para capacitar e conectar esses grupos de pessoas, ideias e empresas. Hoje já vemos uma massa crítica interessante de empresas prontas para acessar o mercado", explica Eduardo Glitz, sócio da StartSe.

Com o aumento no volume de negócios do segmento, a companhia resolveu antecipar a criação dessa área de negócio. De acordo com levantamento da Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital (Lavca), o volume de investimentos em venture capital na América Latina foi de US$ 1,14 bilhão em 2017, aumento de 128% em relação aos US$ 500 milhões de 2016. O Brasil foi o país que mais recebeu este tipo de investimento no ano passado, com quase metade das transações na região e US$ 859 milhões investidos - mais de três vezes o volume aplicado em 2016 no país.

"O interesse dos investidores aumentou muito e a queda da taxa de juros contribui muito para isso", diz Englert. Quem vai comandar a StartSe Deals é Daniel Radomysler, que passou pela área de fusões e aquisições do Itaú BBA, pela empresa de participações Confrapar e é sócio-fundador da Atlas Ventures. A própria StartSe é uma startup, que se tornou lucrativa com um ano de atuação. Em 2017, teve receita de R$ 17 milhões e, no primeiro semestre deste ano, de R$ 20 milhões, com margem de 27%. "Nossa projeção é fechar o ano com R$ 50 milhões", afirma o presidente da empresa. Englert e Glitz, que foram sócios da XP Investimentos, hoje têm participação em mais de cinco startups.

Fonte: Valor Econômico

 

 

 

 

 

 

 

 

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