ANGRA PARTNERS VOLTA A CAPTAR E BUSCA R$3 BI

A gestora de private equity Angra Partners volta ao mercado para captações e busca R$ 3 bilhões em dois fundos. A casa, fundada em 2003, só levantou um fundo próprio não exclusivo, mas fez a gestão de dez, absorvendo fundos em que os cotistas quiseram trocar de gestor e adquirindo uma concorrente, chegando a ter uma gestão de R$ 6 bilhões. Com desinvestimentos e encerramento de fundos, hoje são oito veículos com um total de R$ 1,5 bilhão de patrimônio.

Será, portanto, a primeira captação desde que a Andrade Gutierrez e um dos executivos fundadores, o especialista em reestruturação Ricardo K., deixaram a sociedade (em 2011 e 2013, respectivamente). Há três meses, a Angra começou a conversar com investidores estrangeiros para um fundo de private equity de cerca de R$ 1 bilhão e está em fase de captação doméstica para um fundo de crédito de R$ 2 bilhões. "Apesar de ser um fundo de crédito, terá um perfil de private equity porque investirá principalmente em debêntures conversíveis", diz Alberto Guth, sócio fundador da Angra.

O perfil do fundo de crédito visa atrair as grandes fundações, que têm enfrentado contestações sobre seus investimentos em private equity. Os maiores deles, como Previ, Petros e Funcef, já chegaram a receber notificações sobre investimentos feitos nesse tipo de fundo por parte da reguladora Previc, segundo o Valor apurou.

Parte dos cotistas dos fundos atualmente geridos pela Angra são fundos de pensão. O fundo Volt FIA, por exemplo, tinha como cotista único a Previ e investia em ações da empresa de energia Celesc, vendida no ano passado. Com esses relacionamentos, a Angra identificou certa resistência para captação doméstica de private equity. Ao mesmo tempo, com a queda dos juros básicos, as fundações têm maior pressão para ajustar carteiras para cumprir a meta atuarial, daí o fundo de crédito.

Se conseguir levantar o montante pretendido, a Angra triplica de tamanho. Mas Guth sabe que o momento não é o mais simples. Além da volatilidade do mercado e da fraca recuperação da economia, há ao menos outras cinco gestoras em fase de captação. A média de captação desses fundos têm sido de 12 a 18 meses, o que deve jogar os fundos da Angra para 2019.

A Angra cresceu nos últimos anos assumindo fundos de terceiros. Em 2003, passou a gerir fundos do Opportunity. Em 2013, a gestora assumiu dois fundos da Governança & Gestão, e em julho de 2016, comprou a Mantiq, gestora de private equity do Santander. Na herança, a Angra teve que lidar com um portfólio complexo, que inclui as empresas Renova Energia, Itapecuru Bioenergia e Georadar. Parte disso está também no fundo que tem como cotista a Andrade Gutierrez. "Por outro lado, tivemos bons desinvestimentos, como a Estre Ambiental e a empresa de não tecidos Providência. Temos em carteira empresas com forte crescimento, caso da Rocha", diz Guth. Nos últimos anos, foram mais de R$ 5 bilhões em desinvestimentos.

A Rocha, citada por Guth, é dona de terminais portuários e tem participação em quatro empresas: Cattalini, Fullport, Vanzin e Copi. No caso de Cattalini, maior terminal de granéis líquidos do país, as sócias Angra, BNDESPar e a RTP detêm 50%. Essa fatia está sendo negociada com fundos e empresas de logística. Também na carteira, a Itapecuru Bionergia negocia a venda de uma usina, no âmbito da recuperação judicial.

Fonte:Valor Econômico

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