HUMANA MAGNA PLANEJA TER ATÉ 15 HOSPITAIS NO PAÍS

A Trigger Participações levantou um fundo de investimento de R$ 100 milhões para a construção de uma rede de hospitais de baixa complexidade, sem UTI e sala cirúrgica, batizada de Humana Magna. São unidades destinadas a três perfis de pacientes: aqueles em fase de reabilitação de um acidente, por exemplo; os que precisam ficar internados por muito tempo e os que demandam cuidados paliativos.

A primeira unidade foi inaugurada em março, com aporte de R$ 20 milhões, em São Paulo. "Nossa meta é ter 1 mil leitos, o equivalente a 12 a 15 unidades no país até 2021", diz Arthur Hutzler, presidente da Humana Magna e sócio da Trigger Participações. A gestora levantou os recursos junto a "family offices" e pessoas físicas. Antes de se dedicar a esse negócio, Hutzler foi dono da empresa de materiais e medicamentos Embramed, vendida à Cremer em 2012.

Além da Trigger, outros investidores também estão de olho nesse mercado. Faz parte da estratégia da Hospital Care, holding de hospitais pertencente à gestora de private equity Bozano e ao empresário Elie Horn, ter hospitais de baixa complexidade ligados a um de alta complexidade. Esta holding e a Humana Magna chegaram a conversar para uma possível parceria, mas as tratativas não avançaram.

A ideia central é que o paciente que não demande procedimentos sofisticados seja tratado em unidades de menor custo, que ficam na retaguarda do hospital de alta complexidade. Em 2017, os custos das internações hospitalares ultrapassaram a casa dos R$ 65 bilhões e representam a maior despesa médica de um plano de saúde, cerca de 45%. Mas este conceito, chamado pelo setor de "desospitalização", ainda não deslanchou no país. As operadoras de planos de saúde têm receio de ter que arcar com despesas de longo prazo com o paciente que se interna em unidades de retaguarda.

Para evitar tal desconfiança, a Humana Magna adotou um modelo de pagamento baseado em resultados. "Definimos um valor fixo e metas assistenciais [médicas]. Se atingirmos essas metas antes do prazo, temos um bônus ou caso contrário, há um deflator na remuneração acordada", disse Hutzler . O trabalho é 100% voltado a reabilitação e terapia ocupacional do paciente, o que faz diferença em relação aos grandes hospitais, mais centrados em procedimentos de alta complexidade. A rede trabalha com médicos e profissionais do Hospital Albert Einstein.

Em casos de longa permanência ou cuidados paliativos, o custo de uma estadia na Humana Magna é entre 70% e 85% inferior à diária de uma internação em um hospital de alta complexidade. Atualmente, a Humana Magna trabalha com as operadoras Bradesco Saúde, Omint, Unimed Seguros e Metrus e mantém negociações com a Amil.

Fonte: Valor Econômico

 

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