VITACON CAPTA R$ 600 MILHÕES COM FUNDO HINES

A Vitacon assinou uma parceria com o fundo americano Hines, especializado em mercado imobiliário, para quatro projetos de seu portfólio. A transação, que vai totalizar a chegada de aproximadamente R$ 600 milhões, trouxe uma liquidez imediata superior a R$ 200 milhões para a companhia.

Alexandre Frankel fundou a Vitacon há sete anos, com o irmão e o pai, e planeja colocá-la entre as três maiores do setor, em São Paulo, nos próximos três anos. A empresa ficou conhecida pelo foco em unidades compactas em regiões nobres da capital, voltadas à facilidade na mobilidade e estilo de vida urbano. Desde a criação, entregou 7 mil unidades ou R$ 3 bilhões.

Capitalizada, a meta é ir às compras. "Vamos avaliar oportunidades em projetos, carteiras e até empresas", contou Frankel, em entrevista exclusiva ao Valor. "Estamos numa posição privilegiada, neste momento de restrição de crédito ao setor. Mas não temos pressa. Vamos fazer tudo com calma."

Pelo acordo selado nesta semana, a Hines do Brasil comprou uma participação majoritária nos quatro projetos. A Vitacon continua nos negócios, mas com fatia minoritária. Números e percentuais exatos foram mantidos em sigilo. Do compromisso total do fundo, 40% foram antecipados no ato.

Para a sociedade, foi formada uma empresa com os projetos selecionados. A Vitacon aportou terrenos e colocará capital na proporção de sua participação. Além de sócia, a companhia conduzirá todo o trabalho, do desenvolvimento à construção e incorporação dos empreendimentos. "Terão todo o DNA Vitacon", explicou Frankel. A fatia no retorno poderá ser superior à participação societária, conforme a performance.

O investimento total - Hines e Vitacon - será de R$ 800 milhões. Os projetos são mistos de comercial e residencial e em áreas de alta-renda da cidade - Avenida Brigadeiro Faria Lima, o atual coração financeiro de São Paulo; Jardins, bairro próximo à Avenida Paulista, e na Vila Mariana. O valor geral de vendas (VGV) somado é de R$ 1,5 bilhão. Todos serão lançados dentro dos próximos 12 meses.

Criada em 1957, nos Estados Unidos, a empresa de investimento Hines atua em mais de 20 países. Embora esteja há muitos anos no Brasil, no mercado industrial e de galpões, só recentemente entrou no segmento de moradia. Em 2015, tornou-se sócia da Tecnisa no empreendimento Jardim das Perdizes, no bairro de mesmo nome na capital paulista. "A operação com a Vitacon consolida a participação da Hines no mercado residencial", disse Antonio Ferreira, presidente da Hines do Brasil.

A sociedade deixou a holding da Vitacon numa posição de caixa líquido. Antes da transação, havia R$ 70 milhões em dívida corporativa - 35% do patrimônio líquido. Agora, há mais dinheiro aplicado do que compromissos a pagar.

Excluído o negócio com o fundo, a Vitacon tem mais R$ 2 bilhões em VGV potencial na carteira. Em 2016, lançou R$ 300 milhões, com 800 unidades. Atualmente, tem 12 canteiros de obras e 30 projetos para desenvolvimento.

Frankel acredita que a Vitacon pôde respeitar o ciclo do setor, sem a pressão que as empresas abertas sofreram do mercado, o que deu mais estabilidade durante a crise. "Nós seguramos a oferta. Não sofri com distratos e não tenho estoque elevado, o mais difícil foi a falta de horizonte para lançamentos", disse. O volume estocado, segundo ele, é da ordem de R$ 150 milhões.

Além de ir às compras, também está nos planos dar fôlego à recém-criada Vitacon Properties, empresa de renda residencial com os empreendimentos da construtora. Frankel considerava buscar sócio para essa unidade de negócios, mas agora vê condições de impor um ritmo orgânico.

Entre as estratégias para chegar ao pretendido grupo de elite, está a criação de um departamento, o Vitacon Capital, que funciona como uma espécie de relações com investidores da incorporadora. O objetivo é buscar sócios para projetos específicos. No fim do ano passado, a transação inaugural, antes da Hines, foi com a XP Investimentos, que pode chegar a R$ 30 milhões num projeto residencial.

"Acredito muito nesse modelo de sociedades com o investidor institucional de longo prazo. É um capital paciente que tem condição de respeitar os ciclos desse ramo", enfatizou Frankel. "Nosso objetivo é gerar margem. Essa é a meta." Segundo ele, nessa estrutura, além de participar do retorno na incorporação, a Vitacon mantém outras receitas ligadas à estrutura verticalizada do negócio, como a gestão dos empreendimentos.

O objetivo do empresário é estar no roteiro de investidores internacionais que vêm ao Brasil em busca de oportunidades. "Sempre tivemos essa ambição positiva e, por isso, nos preparamos desde sempre para essa etapa de parcerias e sociedades. A Vitacon nasceu sendo auditada por uma 'big four' e visito investidores no Brasil e fora, desde o começo do negócio", contou, referindo-se ao time de elite das quatro maiores auditorias do mundo.

Fonte: Valor Econômico

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