HABITAT PREPARA FUNDO PARA FINANCIAR CONSTRUÇÃO

Donos de experiências profissionais distintas, um grupo de executivos decidiu se unir na Habitat Capital Partners para investir no financiamento imobiliário fora de bancos. Com olhar próximo aos empreendimentos residenciais, aposta na diversificação geográfica e sócios conhecidos no mercado, a meta da gestora é ambiciosa: lançar sua primeira família de fundos imobiliários com captação de R$ 1 bilhão em um ano.

Enquanto José Paim, ex-presidente da Rossi Residencial e gestor da firma de private equity imobiliário MaxCap, traz experiência em incorporação, Marcelo Kayath e Edward Weaver, hoje sócios da QMS Capital, chegam com o conhecimento obtido à frente das operações de renda variável do Credit Suisse.

Completam o time Diego Siqueira e Marcos Jorge, fundadores da securitizadora Fortsec. Ambos percorrem o Brasil em busca de empreendedores imobiliários dispostos a levantar recursos para novos projetos por meio da venda de suas carteiras de recebíveis, com lastro em contratos de financiamento fechados com os compradores finais dos imóveis. Todos esses executivos, além de Victor Kupfer, também da MaxCap, fazem parte do comitê de investimentos da Habitat.

Para os sócios, a própria crise que o setor imobiliário atravessa abriu espaço para a Habitat, já que os bancos estão mais rigorosos na concessão de empréstimos tanto para os incorporadores quanto para os compradores de imóveis. "Com o recuo dos bancos, voltou a prática de financiamento direto pelas incorporadoras", diz Paim.

Do ponto de vista do investidor, a principal tese da Habitat é que o recebívelimobiliário é um investimento com risco baixo e que, ao mesmo tempo, paga uma taxa de juros alta. Um investimento de R$ 200 milhões, por exemplo, é suficiente para adquirir recebíveis de cerca de dez mil compradores de imóveis em diferentes Estados do país, do Tocantins ao Amapá, o que proporciona uma carteira diversificada.

Com uma securitizadora dentro de casa, Kayath diz acreditar que a Habitat será capaz de escolher melhor os recebíveis que vão compor seus fundos - outro fator que, segundo ele, ajuda a manter o risco sob controle. "A gente quer ver a gênese do projeto [imobiliário]", afirma. "O diferencial da Habitat é enxergar toda a cadeia."

Os fundos vão contar com garantias dadas por quem desenvolve os empreendimentos imobiliários. Para cada R$ 1 concedido pelo fundos da gestora, o incorporador dará outro R$ 1 de garantia. Cada vez que houver inadimplência de um recebível, parte do colchão será consumido.
Independentemente dessa cobertura reforçada, os sócios não esperam ter problemas com os chamados distratos - as desistências da compra de imóveis - porque o foco da companhia são loteamentos e não empreendimentos imobiliários em construção. Com essa combinação, os fundos imobiliários da Habitat vão buscar uma rentabilidade equivalente ao IGP-M mais 10% ao ano.

Sem prazo determinado de vencimento, os fundos serão listados na bolsa de valores, o que vai permitir aos investidores vender suas cotas quando quiserem liquidez. Por causa da listagem, os fundos serão isentos do pagamento de imposto de renda.

Fonte: Valor Econômico

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