BANCO PAULISTA VENDE RIVIERA E FOCA SOCOPA

O Banco Paulista vendeu sua participação majoritária na Riviera Investimentos, gestora de recursos focada em investidores institucionais, para André Barbieri, que passa a ser o único sócio da empresa. O objetivo é centrar esforços na corretora Socopa.

Com cerca de R$ 7 bilhões sob gestão, a Riviera atua principalmente no mercado imobiliário, com fundos estruturados e fundos de investimentos imobiliários. O acordo previu que a Socopa ficasse com os ativos mais líquidos e a Riviera, com os de menor liquidez.

A separação ocorre dois meses após o fundo de pensão Petros, dos funcionários da Petrobras, pedir à Comissão de Valores Mobilários (CVM) que investigue eventuais fraudes relacionadas à gestão de Barbieri no fundo de investimentos em participações (FIP) Riviera, do qual a fundação é cotista.

O diretor do Banco Paulista, Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, refuta a possibilidade da venda estar ligada ao fato. Ele afirma que não fazia sentido ter duas gestoras depois da resolução 558 da CVM, que implicou aumento de custos. "Pelo que eu saiba, é o FIP de galpões no qual a Petros é cotista (...) Eles [Petros] estão se entendendo com a Riviera. Somos parte interessada na solução da melhor maneira possível", afirma, acrescentando que o Banco Paulista é apenas cotista do fundo. Segundo o executivo, não há nada a declarar sobre outros assuntos e sobre a estratégia de investimentos do FIP.


"Optamos por manter uma equipe de investimentos na Socopa, que tem uma carteira de R$ 1,7 bilhão e vai crescer bastante durante o ano", diz. Outra justificativa é que o foco das duas gestoras era distinto. "A Riviera vem trabalhando com fundos imobiliários, FIPs, investimento em imóveis e hotéis e não queremos participar desses investimentos", afirma.

Questionado sobre a reclamação da Petros, Barbieri diz que também é cotista do fundo voltado a galpões logísticos em São Paulo e cuja demanda por aluguel é fraca, afetando assim o retorno do investimento. "É difícil fazer um fundo de desenvolvimento, compra, construção e locação.

Realmente, você não escolhe quando vai a mercado. Os produtos ficaram prontos no ápice da taxa de juros", afirma.

Com a separação, o banco encerra qualquer tipo de relacionamento com a Riviera. O diretor do Paulista diz que a instituição já não tinha participação efetiva na gestão e agora deixa de fato de participar do quadro societário.

Segundo Vidigal, não houve "muito" capital envolvido na transação. "Não é algo muito relevante, é mais um acordo de separação mesmo, praticamente uma cisão. Não teve um super prêmio para vender, não foi por aí", afirma sem revelar valores.

A proposta da Rivera será manter o foco em investimentos estruturados, e mesmo diante de uma redução do apetite pelos FIPs, há "muita oportunidade de negócios", na avaliação de Barbieiri. A demanda em 2017 virá de investidores estrangeiros, avalia.

Segundo Vidigal, a ideia é desenvolver "com calma", na Socopa, a parte de gestão também no exterior, atacando o mercado de private banking aproveitando a experiência em administração e custódia "O Banco Paulista foi um dos maiores na repatriação de 2016. Na primeira fase, 900 contas foram repatriadas. Isso é um posicionamento de clientes de private banking muito grande", diz Vidigal.

Fonte: Valor Econômico

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