FUNDADOR DA CLEAR VAI LANÇAR CORRETORA PARA INVESTIR NOS EUA

Em um cenário de valorização do dólar e juros baixos, investimentos em ativos americanos têm ganhado destaque e chamado a atenção de empresários como Roberto Lee. Após fundar e vender sua participação nas corretoras WinTrade e Clear, o executivo vai lançar a corretora Avenue Securities, voltada para ajudar brasileiros a aplicarem nos Estados Unidos. O empreendimento conta com investimentos da Vectis Partners - dos sócios Paulo Lemann, Sérgio Campos, Patrick O'Grady e Alexandre Aoude -, além de aportes de Carlos Ambrósio e Christian Klotz.

Com foco em produtos de renda fixa - como ETFs de títulos dívidas de empresas, americanas ou estrangeiras, e ETFs de dívidas soberanas ao redor do mundo -, a companhia nasce como uma corretora americana, com sede em Miami. O diferencial será o "braço" brasileiro do negócio, que funcionará como uma estrutura de câmbio responsável por receber o dinheiro dos clientes por meio de transferências bancárias em moeda local. A partir dali, a própria companhia envia as quantias para a conta do cliente na corretora americana. A empresa, contudo, terá uma reserva nos Estados Unidos, permitindo que as operações de compra de ativos sejam realizadas em segundos, antes de o dinheiro transferido pelo cliente ter chegado à conta da Avenue no país.

Além de todo o processo do investimento ser feito pela Avenue, outra promessa do modelo é o de custos menores, segundo Lee. "Você pode investir direto por corretoras americanas. Mas você tem que abrir uma conta nela, uma conta em um banco americano, precisa enviar tudo em dólar. É um processo caro", diz o executivo. Ao centralizar isso, o preço do câmbio e do envio do dinheiro para o exterior, segundo Lee, serão menores devido ao volume maior. "Se você faz o câmbio sozinho, você paga caro. Se faz em uma operação de varejo, em lote, é mais barato. A sinergia de clientes joga o preço para baixo."

Para Lee, o objetivo da Avenue, é simplificar o investimento no exterior. A plataforma, que pode ser acessada pelo site ou aplicativo, será toda em português e tanto a abertura da conta como a compra e venda de ativos será online. O sistema mostrará ao cliente a taxa de câmbio que será usada nas operações. Essa taxa varia de acordo com o preço determinado pelas corretoras de câmbio parceiras. Além disso, a Avenue também cobrará um spread pela transação.

A compra de ativos precificados em dólar, segundo Lee, é um dos principais motivadores para o negócio. Para o executivo, com a globalização das economias, as pessoas têm cada vez mais necessidade de se proteger das variações cambiais. "Quando você tem um ativo no Brasil que te protege da inflação, seu dinheiro servirá para comprar a mesma quantidade de feijão, mesmo com a alta dos preços. Porém, o preço de muitas outras coisas que consumimos varia de acordo com o dólar, e as pessoas precisam se proteger", diz.

O público-alvo da Avenue é justamente pessoas que "têm consumo em dólar". Brasileiros com filhos em idade escolar, por exemplo, estão no radar da companhia. Isso porque, segundo o executivo, "as crianças têm consumo muito 'dolarizado'" - com roupas, brinquedos e eletrônicos vindos do exterior - e os adultos com filhos pequenos normalmente precisam de investimentos para o longo prazo.

A ideia da companhia é atender quem busca ativos para planejamento financeiro e não para ganho com compra e venda diária. Por isso, o foco principal é em ETFs de renda fixa. "Nos Estados Unidos quase todas as classes de ativos estão nas bolsas. E nossos holofotes serão em ETFs de renda fixa. Eles podem ser de dívida soberana, de Tesouros ao redor do mundo, de dívidas de empresas americanas, de dívidas de empresas latinas, etc."

Embora não exista um aporte inicial mínimo estipulado pela Avenue, Lee afirma que a empresa busca investidores que tenham entre US$ 50 mil e US$ 1 milhão para aplicar. A captação de clientes será feita por meio de um "investimento pesado em marketing com educação financeira". Para isso, a empresa comprou uma produtora para criar documentários e vídeos, apresentando aos brasileiros o mercado de capitais americano. Esse material deve ser veiculado em cinemas e redes sociais.

Segundo os cálculos da Avenue, o negócio deve se tornar lucrativo a partir de 3 mil clientes ativos. Ao todo, foram investidos R$ 25 milhões para criar a companhia. A ideia é iniciar as operações no fim de setembro. 

Fonte: Valor Econômico

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