EX-EXECUTIVOS DE SANTANDER E GAP SE UNEM NA LEGACY

Nem bem deixou a tesouraria do Santander, em março, e Felipe Guerra já tem um novo projeto, a Legacy Capital. Cumpriu à risca o destino de outros tesoureiros e vai fazer a sua estreia na gestão de recursos independente ao lado de dois ex-colegas de banco, o economista Pedro Jobim e Gustavo Pessoa, que tocava as operações de renda fixa na mesa proprietária do grupo espanhol no Brasil. Para erguer o negócio em tempo recorde, Guerra também trouxe para o time José Eduardo Araujo, que passou mais de 12 anos na Gap Asset Management como sócio-sênior e executivo-chefe de operações.

O atalho para a criação da "partnership" veio da aquisição de uma estrutura jurídica de asset pronta, que ainda não estava operacional. Numa laje de 400 metros quadrados do Edifício Praça Faria Lima, no coração das butiques de investimentos paulistanas, há uma estrutura montada para 40 pessoas. Na largada são 15 sócios ligados diretamente à gestão de recursos e 5 profissionais na retaguarda.

A cota 1 do multimercado será no dia 29. Com a equipe atual, a Legacy tem capacidade para gerir até R$ 8 bilhões no seu multimercado, diz Guerra, mas na partida a intenção é levantar R$ 1 bilhão, a depender das condições de mercado. Em meio ao avanço das plataformas de investimentos, não haverá capital semente de um grande distribuidor, arranjo comum em algumas gestoras de recursos novatas.

"Em troca do 'seed' [money], o investidor [capitalista] ia querer um pedaço [da gestora]. Com a nossa experiência, a expectativa é captar diretamente. Não fazia sentido vender o negócio a zero de jogo", diz. "Assim vamos conseguir exercer mais a meritocracia, rentabilizar o capital do cliente e valorizar a companhia." O executivo conta já trazer dos tempos de banco relacionamento com vários distribuidores.

Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão registrados o fundo em cotas Legacy Multimercado e o CSHG Allocation Legacy, um espelho para distribuição entre clientes do private banking do Credit Suisse Hedging-Griffo. A Legacy vai ter ainda portfólios para receber recursos de clientes da XP, Itaú, BTG Pactual e BNY Mellon.

Com 13 anos de Santander e passagens pelo BBM, onde iniciou a carreira em 1997, e Citi (2000 a 2005), Guerra conta que pretende replicar na Legacy a estratégia adotada nos seus anos de tesouraria, fazendo arbitragem ("long short") de ativos com viés macro. No conjunto, o fundo vai ter outras três caixas: renda fixa, renda variável e moedas e cada uma delas vai representar 15% do risco. Guerra vai ficar com 40% do risco para atuar em qualquer dessas estratégias.

Metade da alocação vai estar em produtos atrelados a ativos externos, mas em instrumentos locais para que o produto seja destinado ao público geral, não se restringindo ao qualificado, ressalva Araujo. Dependendo da plataforma, a aplicação mínima é de R$ 25 mil.

Estrear na gestão independente num momento em que os multimercados são postos à prova após o revés de maio e junho não é exatamente ruim, assegura o executivo. "Essa é a classe que consegue navegar tanto em cenários pessimistas como otimistas. Com juros abaixo de 10%, o produto tende a atrair ainda muito dinheiro", diz.

Em junho, até o dia 18, os fundos mistos tiveram resgates líquidos de R$ 5,5 bilhões, mas no ano o saldo é positivo em R$ 39,7 bilhões. Em maio, após a surpresa com o Copom, greve dos caminhoneiros e aversão a emergentes, poucos portfólios apresentaram retorno positivo, com alguns devolvendo o resultado do ano.

Tal movimento, afirma Guerra, suscita preocupação com o tamanho. Fundos muito grandes podem ter dificuldades de virar posições em mudanças bruscas de cenário. "Teve fundo com grandes perdas por ser grande demais; se a gente crescer muito rápido é melhor fazer um 'break' e reavaliar."

O filme para os próximos meses até as eleições é o pior possível, assinala Jobim, que antes do Santander foi economista sênior do Itaú Unibanco e economista-chefe do Itaú BBA e do ING. Após a greve dos caminhoneiros trazer à tona discussões sobre o subsídio aos preços do diesel e dar vazão a um discurso mais populista dos candidatos à presidência, o crescimento de 2018 ficou praticamente minado.

"Estamos otimistas com os EUA, onde as companhias ainda rentabilizam o capital acima do custo, há uma alta da bolsa americana por acontecer", diz Jobim. Uma das apostas da Legacy é no índice S&P 500.

Pessoa completa dizendo que, internamente, o BC tem feito o possível para domar o câmbio, usando swap, podendo vender dólar à vista e como último recurso subir a Selic. A sua expectativa é que o dólar ainda fique acima de R$ 4,00, o que significa prêmios adicionais no mercado de juros.

Fonte:Valor Econômico

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