Home NEWS Capital Markets Omega, de energia, prepara oferta de ações

Por Carolina Mand

A empresa de energias renováveis Omega prepara uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Segundo afirmou ao Valor uma fonte com conhecimento do assunto, o objetivo principal da operação é trazer recursos novos para a empresa.

Essa transação também deve dar saída parcial aos acionistas da companhia.

A Omega tem como sócios fundos das gestoras de private equity Tarpon Investimentos e Warburg Pincus, com 61,4% e 37,7%, respectivamente.

Em 2010, a Tarpon e a Warburg Pincus investiram R$ 350 milhões na companhia. Naquela época, a Tarpon já era controladora da Omega.

A oferta será coordenada pelos bancos Bank of America Merrill Lynch, Santander e Itaú BBA.

Em entrevista concedida ao Valor em fevereiro, o presidente da companhia, Antonio Bastos, disse que a Omega pretende crescer a partir do desenvolvimento de projetos próprios, mas ele não descartou fazer também fusões e aquisições.

A Omega vai concluir neste semestre um investimento de R$ 1,5 bilhão em um parque eólico no Maranhão, seu primeiro no Estado. O portfólio total da companhia soma projetos de 3.600 MW, entre parques eólicos e pequenas centrais hidrelétricas.

Nesta semana, a empresa de energia Alupar e a companhia aérea Azul vão concluir suas ofertas de ações. Em uma operação que tem como objetivo trazer recursos novos para a empresa participar do leilão de transmissão, a Alupar quer levantar cerca de R$ 700 milhões. O preço dos papéis deve ser fixado amanhã.

Maior, o IPO da Azul pode alcançar um valor máximo de até R$ 2,2 bilhões.

O intervalo do preço sugerido para as ações da companhia vai de R$ 19 a R$ 23. Além de buscar uma capitalização, a oferta de ações tem como objetivo permitir que acionistas atuais vendam uma fatia da posição que detêm na empresa.

Na quinta-feira, o valor das ações da companhia aérea será determinado após o processo de coleta de intenções de preço com investidores. Segundo o Valor apurou, o objetivo principal da Azul é capturar investidores estrangeiros, especializados em aviação.

Fonte: Valor Econômico