Home NEWS Private Equity GIC compra 40% da Cruzeiro do Sul

Por Marina Falcão

O Fundo Soberano de Cingapura (GIC) comprou toda a fatia acionária, de 37%, da gestora britânica Actis na empresa de educação superior Cruzeiro do Sul, dona de oito instituições de ensino. A operação, fechada na sexta-feira, seguiu para ser analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor da transação não foi divulgado.

Além da participação da Actis, o GIC comprou ainda uma fatia residual que estava nas mãos de antigos proprietários de empresa adquirida pela Cruzeiro do Sul (a Unicid), ficando com uma participação total de 40% da empresa, conforme havia antecipado o Valor há um mês.

Uma das portas de saída para o GIC pode ser um futura abertura de capital da companhia, que o diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul, Fábio Figueiredo, avalia como provável - desde que ocorra em um momento atrativo do mercado e estratégico para a companhia se capitalizar e continuar seu ciclo de crescimento.

"Ficamos felizes de encontrar um novo parceiro alinhado com nosso perfil. O posicionamento do GIC na empresa é de médio a longo prazo", disse Figueiredo. Ele representa a família fundadora do negócio no conselho de administração. A operação com o GIC não incluiu a capitalização da empresa, mas a companhia ainda tem recursos em caixa para fazer "uma ou duas aquisições", sem precisar de novas captações, disse o executivo. "Estamos em conversas com quatro ou cinco empresas", afirmou.

A Cruzeiro do Sul, que tem baixíssima dependência do Fies, deve atingir receita líquida de cerca de R$ 1 bilhão neste ano, com crescimento entre 10% e 15% em relação ao ano passado. "Isso deve ser puxado pela captação de novos alunos em patamar semelhante ao que ocorreu no ano passado", disse Figueiredo. No ano passado, a empresa registrou receita líquida de R$ 900 milhões, de acordo com Figueiredo. O balanço ainda não foi divulgado.

A Cruzeiro do Sul não é o único investimento do GIC no setor de educação no país. No ramo de sistema de ensino e material didático, o fundo já sócio da Somos Educação (ex-Abril Educação), com 18,5% do capital. A empresa é controlada pela brasileira Tarpon.

Fonte: Valor Econômico