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Advent compra fatia da Easynvest por R$ 200 milhões

Por Mônica Scaramuzzo


Com R$ 10 bilhões de ativos sob custódia, corretora é líder em aplicação no Tesouro Direto; fundo comprou pouco menos de 50% da empresa


O fundo americano Advent anunciou nesta quarta-feira, 8, a compra de uma participação minoritária relevante da corretora Easynvest. Com cerca de 150 mil usuários ativos e aproximadamente R$ 10 bilhões de ativos sob custódia, a empresa é uma das maiores plataformas digitais de investimentos do País e líder em aplicação em Tesouro Direto, respondendo por cerca de 25% desse segmento.


As negociações para a aquisição de parte da Easynvest foram conduzidas pela Nyx Participações, empresa controlada por fundos do Advent. As conversas começaram no ano passado.


Ao Estado, Mario Malta, diretor do fundo de private equity (que compra participações em empresas) no Brasil, disse que a aquisição é importante para a gestora, que tem 30% de seus investimentos globais no setor de serviços financeiros. Malta, que não comentou o valor da transação, disse apenas que os recursos para a aquisição fazem parte da captação de US$ 2,1 bilhões feita pelo Advent para investir na América Latina.


No Brasil, o Advent já foi um dos investidores da Cetip, central depositária de títulos privados de renda fixa e derivativos de balcão no Brasil, que anunciou fusão com BM&FBovespa, e na J. Malucelli Seguradora.


Segundo Marcio Cardoso, um dos sócios da Easynvest, a entrada do Advent deverá dar impulso à corretora, fundada em 1968, mas que passou a partir de 2010 a fazer parte do ranking das maiores investidoras em Tesouro Direto. “Entre 2012 e 2013, começamos a fazer um reposicionamento para a plataforma online.” A expectativa é que a corretora dobre o total de clientes no fim de 2017, para cerca de 300 mil, com cerca de R$ 20 bilhões sob gestão.


Atuante. O Advent tem sido um dos principais fundos de investimentos atuantes no Brasil. Entre dezembro e janeiro, anunciou importantes aquisições – a distribuidora de produtos químicos quantiQ, que pertencia à Braskem, e a faculdade gaúcha Cesuca.


O fundo também é apontado como favorito para comprar o laboratório de genéricos Teuto, que tem a multinacional americana Pfizer como sócia, e está em negociações avançadas para vender o terminal TCP, de Paranaguá, para o Dubai Ports World (DPW). O terminal de Paranaguá é avaliado em cerca de R$ 3 bilhões.


A gestora americana também está em conversas avançadas para abrir o capital da farmacêutica Biotoscana, que no Brasil controla a United Medical. Além disso, avalia a Via Varejo, divisão de eletroeletrônico do grupo francês Casino, mas, neste caso, não há negociações em andamento.

Fonte: Estadão