Home NEWS Wealth Management Títulos públicos terão novos nomes a partir de fevereiro para facilitar entendimento

Por Beatriz Cutait | São Paulo

 

A partir de fevereiro de 2015, os títulos públicos terão um novo nome no Tesouro Direto, programa de venda desses papéis voltado a pessoas físicas pela internet em parceria com a BM&FBovespa.

Conforme ofício divulgado pela bolsa, dentre os papéis prefixados, a atual Letra do Tesouro Nacional (LTN) vai ser chamada de "Tesouro Prefixado 20XX (LTN)", com "XX" equivalente ao ano de vencimento do título. A Nota do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) passa a ter o nome de "Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTN-F)".

No grupo dos pós-fixados, a Letra Financeira do Tesouro (LFT) será intitulada "Tesouro Selic 2017 (LFT)". Já a Nota do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) terá o nome "Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 20XX (NTN-B)" e a NTN-B Principal, "Tesouro IPCA + 20XX".

Por meio de um "amplo estudo", a Secretaria do Tesouro Nacional detectou a necessidade de facilitar o entendimento do investidor em relação ao tipo de aplicação que cada título representa em termos de taxas prefixadas e pós-fixadas, pagamento de juros semestrais e data de vencimento.

Conforme mostrou o Valor em reportagem publicada em agosto, o Tesouro fez, no ano passado, uma pesquisa com investidores e formadores de opinião, e uma das reclamações constantes era em relação à dificuldade de associar o nome às características do papel. Na ocasião, além de mencionar mudanças de nomenclatura, o Tesouro revelou que estudava aumentar os incentivos oferecidos às instituições financeiras, com o objetivo de aumentar a base de investidores do programa - que era de 441.022 pessoas físicas ao fim de outubro.

O desafio hoje é fazer com que bancos e corretoras promovam o investimento em papéis do governo e aumentem as informações disponíveis sobre os títulos.

Na época, o gerente de relacionamento com o investidor do Tesouro, Andre Proite, afirmou que o governo quer que, cada vez mais, o Tesouro Direto passe a ser um investimento que conste na carteira dos bancos, o que demanda que o produto seja mais vantajoso para a instituição. "Hoje, os gerentes oferecem produtos mais rentáveis [para o banco], mas estrategicamente eles não deixam o Tesouro Direto de fora porque o cliente chega pedindo e ele não quer expulsá-lo para uma corretora", disse, em agosto.

Conforme os dados mais recentes do Tesouro Direto, o volume vendido no programa em outubro correspondeu a R$ 383 milhões, uma alta de 62,4% em relação ao mesmo período de 2013. O estoque de títulos comercializados alcançou R$ 14,55 bilhões, total 35,7% superior ao de outubro do ano passado. Os papéis remunerados por índices de preços respondiam pelo maior volume no estoque, de 64%, seguidos pelos prefixados, com participação de 24,1%, e pelos títulos indexados à taxa Selic, com fatia de 11,9%.

O Tesouro Direto também passará a contar com uma nova logomarca a partir de fevereiro.

 

Fonte: Valor Econômico